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FRANCISCO CARDONA


Francisco Cardona, desde a juventude, deu provas de ânimo forte e de grande força de vontade. Obrigado a trabalhar para o próprio sustento, frequentou as aulas noturnas da Biblioteca Pelotense (em Pelotas, sua cidade natal), onde adquiriu os rudimentos iniciais da cultura literária. Labutou na imprensa de Pelotas e, em 1888, fundou a "Revista Popular", semanário republicano. Passando para Santa Catarina, colaborou no "Jornal do Comércio", na "Evolução" e no "Crepúsculo", semanário literário. Em 1890, se encontrava em São Paulo, integrando o corpo de redatores do "Diário do Comércio", Em Campinas, deu brilho aos periódicos "A Cidade" e "A Gazeta de Campinas" e, entre outros benefícios prestados à gloriosa terra de Carlos Gomes e de Campos Sales, se encontram os esforços que dispendeu para a trasladação dos restos mortais do admirável compositor brasileiro para sua cidade natal. Em Mogi Mirim, geriu "A Imprensa", orgão do Partido Republicano.

Em 5 de julho de 1900, nasceu o jornal A COMARCA, pelas mãos do jornalista e tipógrafo gaúcho Francisco Cardona. Vindo de Campinas, ele desembarcou em Mogi Mirim alguns anos antes, montando na cidade a “Casa Cardona”. Em Pelotas, aprendeu as artes gráficas em sua terra natal. Foi além, começando também a lutar pelos direitos dos gráficos e, por extensão, de todos os trabalhadores. Isso em meados do século XIX, quando as questões sociais eram caso de polícia.

Quando Francisco Cardona, hoje considerado o consolidador da imprensa mogimiriana, imprimiu a edição número 1 de A COMARCA, já existiam muitos outros jornais na cidade. No entanto, todos tinham vida curta, pois dependiam de partidos ou grupos políticos. Por isso, o jornalista gaúcho (e mogimiriano de coração) lutou para criar um veículo impresso diferente, totalmente independente e que lutasse pelas causas do povo de Mogi Mirim.

 

Saiba mais:

O nome A COMARCA lembra a jurisdição que Mogi Mirim obtivera em 1852 e dizia da ambição de Cardona em fazer um jornal regional, já que na época, a cidade tinha diversos distritos (como Santo Antônio de Posse, Conchal e Jaguariúna) e até mesmo Mogi Guaçu era subordinada à comarca judiciária mogimiriana.

Nos primeiros meses, A COMARCA foi impressa em formato menor. Somente com a compra da impressora Alauzet (o mesmo modelo que imprimiu por décadas O Estado de S.Paulo), o periódico mogimiriano passou a ter o tradicional formato standart. Não tendo ainda Mogi Mirim energia elétrica naquele início de século XX, a impressão era feita com força humana. A velha Alauzet imprimiu o jornal até 1972.

 

Referência:

https://ocompacto.com/2020/07/14/a-comarca-do-chumbo-ao-digital/sem-categoria/


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