Prefeitura Municipal de Mogi Mirim

Secretaria de Relações Institucionais

08/11
2018
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Prefeitura notifica Santa Casa pela suspensão dos atendimentos de ortopedia e relata o caso ao MP

A Prefeitura de Mogi Mirim tomou conhecimento da suspensão de alguns serviços de ortopedia e anestesiologia na Santa Casa, exceto para os atendimentos de urgência e emergência. A notificação efetuada por representantes das duas especialidades foi entregue pelo hospital à Secretaria de Saúde, na tarde da terça-feira (6).

No documento, a equipe médica descreve que tal medida é em decorrência das condições de trabalho, falta de insumos e de instrumentos médicos para os procedimentos cirúrgicos, além do atraso no pagamento dos salários.

A Prefeitura notificou o hospital sobre a paralisação dos serviços e não cumprimento do convênio. O Ministério Público, através das Secretarias de Saúde e Negócios Jurídicos, também foi informado sobre o caso, tendo em vista a importância desse tipo de atendimento à população e também pelo fato de o repasse ser feito de forma antecipada à Santa Casa para a prestação do serviço.

O prefeito Carlos Nelson Bueno destacou que graças às reclamações de pacientes foi possível detectar o problema e levar ao conhecimento do MP. “Agradeço aqueles que denunciaram e peço que continuem fazendo isso. Os convênios precisam ser cumpridos em sua totalidade, para que a população seja assistida e não vou compactuar com omissões, por parte da Santa Casa ou até mesmo da Prefeitura”, advertiu o prefeito.

Ao mesmo tempo, a Secretaria de Saúde busca soluções para atendimento desses pacientes, até em hospitais da região, a fim de não deixar a população desassistida. Como o pagamento pelos procedimentos é feito com antecedência ao hospital e sem nenhuma parcela em atraso, não há como justificar a paralisação e falta de insumos por parte da Santa Casa.

A Prefeitura firmou convênio recentemente com a Santa Casa para a realização de exames e cirurgias em outras especialidades, a fim de ajudar o hospital a sair desse delicada crise financeira, contudo, como gestora plena da saúde do Município, a Administração Municipal terá que encontrar outras formas de atender a população caso a Santa Casa não consiga prestar os serviços que dispôs a fazer e pelos quais muitos deles já foram pagos.

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